https://www.vetsmart.com.br/cg/estudo/13622/uso-da-fitoesfingosina-na-terapia-de-animais-atopicos
FITOESFINGOSINAA fitoesfingosina está presente no estrato córneo da pele, como um dos constituintes principais das ceramidas (pró-ceramida).Alterações no manto hidrolipídico tornam a pele sensibilizada e susceptível a irritações e inflamações. Na DAC, a pele torna-se eritrodérmica e disqueratótica, caracterizada pela presença de xerose, hiperqueratose, hiperpigmentação e liquenificação tegumentar, geralmente associada à seborreia seca laminar e furfurácea (HILLIER, 2002).O estrato córneo é composto por queratinócitos diferenciados (corneócitos) e lipídios, incluindo predominantemente ceramidas, colesterol e ácidos graxos livres. As ceramidas constituem cerca de 40 % a 65% do total de lipídios do estrato córneo, que contém esfingosina como estrutura básica (LEONARDI, 2004).AtuaçãoA fitoesfingosina atua na defesa natural da barreira cutânea, protegendo-a contra as agressões físicas, químicas e biológicas, além de impedir a perda de água transepidérmica.Além disso, a fitoesfingosina é um esfingolípido, considerada uma molécula-chave da barreira epidérmica com propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antiedematosa e precursora da ceramida. Em relação à atividade antimicrobiana, a fitoesƒingosina atua sobre determinadas gram-positivas, gram-negativas, fungos e leveduras.Em humanos, é indicada principalmente no tratamento de Propionibacterium acnes, causadora da acne. A atividade anti-inflamatória da fitoesfingosina limita a produção de citocinas pró-inflamatórias, incluindo TNF-α e Interleucina-1, inibe a produção de proteína quinase C e interfere em múltiplos elementos do sistema complemento.Em humanos, também atua na redução da irritação da pele causada pela radiação ultravioleta e em olheiras.É uma molécula precursora de ceramidas, atuando na restauração da hidratação e a integridade da barreira cutânea (de paepe, 1996).Em humanos, estudos clínicos em pacientes com acne, comprovaram que a aplicação de fitoesfingosina promoveu redução significativa de pápulas e pústulas após 2 meses de tratamento.No paciente com acne, os esfingolipidios apresentam-se em baixos níveis, e em períodos sazonais, principalmente no inverno, pode ocorrer à perda de ceramidas (DI MARZIO et al., 1999).Além disso, estes esfingolipídios também possuem indicação para hidratação da pele, tratamento de eczema atópico, assaduras de bebês, combate às olheiras, combate ao odor axilar e feridas infeccionadas.PIN et al. (2014) investigou o efeito da fitoesfingosina em um produto na restauração da barreira cutânea em modelo canino de barreira rompida. Foram utilizados cinco Beagles, nos quais, foram provocadas lesões por fitas adesivas aplicadas e removidas diariamente por seis dias no tórax, porção lateral.Os locais lesionados pela fita adesiva atingiram um TEWL (perda de água transepidermal) de 20 – 40g/m2 /h, o mesmo valor encontrado em peles não lesionadas de cães atópicos. Entre o sexto e o décimo dia foi, aplicado diariamente o produto com a ƒitoesfingosina em um dos lados, deixando o lado oposto sem qualquer tratamento.Os efeitos do tratamento foram analisados através das medidas de TEWL, pH e histologia, feitas várias vezes ao longo do experimento. Apesar de o efeito na TEWL não ter sido observado, o produto manteve o pH ácido após três aplicações e reduziu a inflamação da pele, mais pronunciadamente após cinco aplicações.O resultado deste estudo sugere que o produto contendo a fitoesfingosina demonstrou um efeito benéfico na restauração de barreira e nos marcadores inflamatórios.O uso da fitoesfingosina é um tratamento relativamente novo na medicina veterinária, mais já demonstra resultados bastante promissores, como o citado acima, mais especificamente no tratamento de DAC.Entretanto, apesar dos atuais resultados favoráveis, são necessários mais estudos para um melhor entendimento do seu real benefício nos tratamentos da DAC.TERAPIA TÓPICAA terapia única ou adjuvante para estas desordens, comumente minimizando a necessidade da terapia sistêmica. Nas doenças alérgicas, o prurido pode ser diminuído removendo-se o alérgeno, dessensibilizando a pele ou outro efeito antipruriginoso.Muitos agentes podem manter ou repor a hidratação da pele e têm efeito emoliente. Quando usada para condições infecciosas, a terapia tópica pode diminuir a contagem microbiana, reduzir a colonização e ainda auxiliar na prevenção das recidivas.Existem muitos veículos tópicos e modos de administração diferentes: shampoos, condicionadores, loções, sprays, géis, cremes e spot ons. O clínico precisa estar familiarizado com os muitos ingredientes ativos e saber quais produtos são indicados para doenças específicas.















