quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Uma lesão de Hidradenite Supurativa, em que podemos observar a descamação da Epiderme. Ali estava a barreira cutânea e agora toda a região da lesão sofre com a TEWL...

Nessa publicação trago uma foto, autorizada para a publicação e cedida gentilmente pela paciente que mostra uma lesão de Hidradenite Supurativa bem na região do seio.

Um processo que nessa fase é extremamente dolorido, ainda mais por se tratar dessa região que é tão delicada.

Foto 01 
Uma lesão que gerou um represamento de conteúdo inflamatório abaixo da pele, e que com o volume fez com que a camada superior da barreira cutânea fosse removida. Então aqui podemos ter um alto índice de TEWL. Uma humidade que seria vital para manter os tecidos em funcionamento e combater a evolução da lesão.
Lembrando que a lesão começou pela perda da proteção cutânea que era uma área menor, e com o crescimento da lesão como está na foto. Houve um aumento na falha dessa proteção cutânea.


Podemos fazer uma leitura da lesão na foto. Com o aumento de tamanho, crescer no meio da epiderme, o tecido superior que serviria como uma barreira para evitar a perda de agua transepidermica, foi removido. Então há um buraco na proteção da pele, que agora perde bastante agua pela evaporação. E fica a mercê de substância inflamatórios para entrarem em contato com a pele, e serem fagocitadas pela célula de Langherans. Complicando ainda mais a inflamação e tornando difícil o controle.

Uma bloqueio artificial, feito com pomadas que crie uma oclusão e outros efeitos dos excipientes necessários para limpar a área e segurar a evaporação. Poderia fazer com que a lesão recuasse em alguns dias.

Como temos combatido a Hidradenite Supurativa atualmente, quando ela se manifesta na nossa filha. Uso de protocolo de aplicação de pomada.  )

Não posso indicar para a paciente com o problema fazer tal procedimento.

Mas faço o uso dessa imagem (com a devida autorização dela), para que eu possa aumentar a compreensão sobre esse efeito.

O Efeito dos petrolatos banco e líquido presentes nas pomadas poderiam gerar a oclusão necessária para reter a humidade. Lembrando que os outros excipientes das pomadas ajudam a combater fungos e bactérias além de melhorar a hidratação. Mas é um efeito temporário que requer renovação no processo.

Existe também um teste que é feito para medir essa perda por evaporação (TEWL) que acontece nesses casos. Irei citar isso em uma publicação própria aqui no Blog. Deixarei o link depois aqui quando estiver pronta.


Foto 02
Uma ilustração mostrando o perfil de uma ou mais lesões.


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