segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A queda da Barreira Cutânea - Uma ligação com o desenvolvimento das lesões de Hidradenite Supurativa em seus diferentes níveis de complicação.

A queda na Barreira cutânea (Cutis)


O ensaio desse cenário, cita o problema do enfraquecimento e consequentemente da remoção da barreira cutânea nos individuos com HS. Gerando uma cascata de consequências. Há um bom material na internet e no youtube citando e tornando a compreensão melhor, mas a maioria que vai mais a fundo é da medicina veterinária. O qual aqui faço menção também.


Perda anormal de Água Tecidual/Transepidermica - TEWL (Transepidermal Water Loss) - Com a falta da barreira cutânea, ocorre a perda da água dos tecidos, em especial das estrutura que formam o pilo sebáceo. Por "buracos" que se formam nessa proteção. Havendo uma Perda de Agua Trans Epidérmica. Que muda a pele, deixando ela incapaz para manter suas características de autocorreção.


Foto 01 - Foto Comporativa da Pele. A TEWL ocorrendo do lado direito.

Se há uma perda fácil da água que compõem a mistura que forma a barreira cutânea, então haverá também facilidade na perda de agua transepidermica. Pois as celulas que formam a barreira cutânea são formadas pela sobreposição celular que vem das camadas inferiores dos tecidos (Vão subindo e se sobrepondo).


A redução das atividades de manutenção, correção e irrigação dos tecidos envolvidas nesse processo, deixam os tecidos e estruturas enfraquecidos e sem elasticidade, sem conseguir manter a agua nos tecidos e mantendo eles ressecados envolvendo a epiderme e a estrutura dos pilossebáceos. Que se tornam fracos (perda de elasticidade e maleabilidade) e rompem com facilidade e estando passiveis a inflamação.


O que facilitaria a expansão do represamento de conteúdo inflamatório. Devido ao entupimento da saída do pilo sebáceo, o que se tem é o lado mais enfraquecido (Tecidos VS Plug) no caso o tecido se expandindo ao invés de romper o plug formado pelo excesso de queratina. Irei criar uma publicação mais detalhada sobre o por que da formação do plug na saída do pilo sebáceo.


O adensamento que ocorre na Barreira cutânea, geraria também um facilidade do entupimento da saída do pilo sebáceo. Sendo formado o plug mais facilmente devido ao excesso de queratina jogado no pilo sebáceo na tentativa de correção.


(Link Formação do Plug)


Esse comportamento poderia gerar uma confusão no diagnóstico. Podendo dar a entender que o que temos é uma bactéria dentro do pilo sebáceo, gerando conteúdo inflamatório e sendo inalcansável dentro de seu biofilme.


Se esse cenário se mostrar real, o que teremos são diversos acidentes de lesões ocorrendo no pilo sebáceo diariamente.

Um dos indicadores que podemos utilizar para saber sobre isso, é a quantidade anormal de queratina que pode estar se formando e gerando o entupimento por um super plug na saída do pilo sebáceo. Forte o suficiente para a formação e o represamento de conteúdo que se aloja abaixo da pele.


Então em um dia uma pessoa com Hidradenite Supurativa, poderá estar tendo diversos rompimentos nos pilos sebáceos. Devido a esse efeito da falta da Barreira Cutânea.


Como citei em outra publicação, os pilos sebáceos terão dificuldade de exercer sua função se estiverem represando líquido.


Mas se estiverem perdendo água, eles irão se romper e entupir.


Permanecendo lesionados/rompidos e no momento que as glândulas iniciarem seu processo criação de substâncias viscosas e inflamatórias se tiverem contato com a segunda camada de pele (entenda-se fora do pilo sebáceo). Será iniciado o processo inflamatório.

E teremos muitas formas de isso ocorrer, com os diversos gatilhos androgenicos presentes em alimentos, como por exemplo é o caso do queijo devido a caseina que faria a glândula produzir mais de 10x o que costuma secretar.


A queda da barreira cutânea gera outro efeito que pode estar ligado diretamente com a Hidradenite Supurativa. Que é o não fechamento da lesão.


Isso pode se dar devido a atuação da célula de Langerhans que fagocita substâncias estranhas na camada da barreira cutânea agora adensada.


E quando ocorre a inflamação devido a essa fagocitagem de substâncias ela se multiplica, gerando inflamação em maior escala.


Poderia ser suficiente para não fechar uma lesão, ficando com tecidos expostos por muito tempo até o processo de barreira cutânea ser novamente reestabelecido.


Entro em mais detalhes em outra publicação com o link abaixo.


(Link para a publiicação sobre a Celula de Langerhans)

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